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Unidade 3 – Serviços de Atendimento Educacional Especializado
A inclusão de pessoas com necessidades especiais nas escolas comuns da rede regular de ensino coloca novos e grandes desafios para o sistema educacional. Este, talvez, seja um dos temas que mais têm instigado não somente professores, mas também os pais e a própria sociedade. Dentro e fora das escolas vem se verificando um processo de discussão acerca das modificações que devem ser implementadas na escola. Dentro do nosso município, temos vários serviços para atender esta demanda. Através da pesquisa que realizei junto à mantenedora, eis alguns dos serviços prestados à rede municipal de ensino.
Secretaria Municipal de Educação - Gravataí Atendimento a Rede Municipal de Ensino Público Alvo: Crianças e adolescentes Especialidades atendidas: Neurologia, fonoaudióloga e oftalmologia.
Neurologia - A escola deve entrar em contato com o serviço social e agendar atendimento informando dados sobre o educando e informar motivo do encaminhamento. Fonoaudióloga: A escola deve encaminhar o aluno para a triagem para o mesmo realizar uma avaliação. Oftalmologia: A escola deverá fazer um teste de acuidade visual e encaminhar a ficha de encaminhamento para o serviço social.
CAEPSY – Centro de Atendimento e Estudos em Psicologia Trabalha com atendimento psicológico de compreensão psicanalítica, oferecendo serviços de psicoterapia individual, grupal, para casal e família.
Psiquiatria – Trabalha com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais, sejam elas de cunho orgânico e funcional. Psicopedagogia – Tem como foco o trabalho com as dificuldades de aprendizagem, atendimento a crianças e adolescentes. Fonoaudiólogo – A terapia fonoaudiólogica trabalha as dificuldades no desenvolvimento da linguagem, de fala e da voz. Inclusão de Pessoas com deficiência – O CAEPSY participa de todo o processo de inclusão, desenvolvendo um programa específico de preparação da equipe para receber e conviver com os novos colegas.
CEACAF - Centro de Atenção a Criança, Adolescente e Família. População Alvo: Crianças, adolescentes e família. Especialidades atendidas: Psicologia, psiquiatria, psicopedagogia, serviço social, neurologia, hebiatra e terapia de família.
CAIS MENTAL Público Alvo: Adulto Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.
Central de Especialidades Público Alvo - Crianças, adolescentes e família. Especialidades: Cardiologista, Neurologista, Ortopedista, Dermatologista, urologista, pneumologista infantil e eletro cardiograma.
CEDUGRA – Centro de Educação de Gravataí Público Alvo: Criança e adolescente Especialidades: Psicologia e Psicopedagogia
CEAC – Centro de Ações Coletivas Tipos de projetos e programas oferecidos: Programa DST – AIDS Atendimento Infectológico Consultas, coletas de exames. Atendimento psicológico Atendimento social
Centro de Atendimento Psicossocial em álcool e drogas. Público Alvo – Adulto Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.
Centro de Saúde dos Trabalhadores Grupo Operacional – Atendimento dentro da área operacional e auxílio as unidades básicas das especialidades de traumatologia, otorrinolaringologia e fonoaudiólogo.
ESTUDO DE CASO
Dados de identificação da criança:
l Nome do aluno: C.G.R
l Idade: 12 anos
l Sexo: masculino
l Local de nascimento: Hospital Dom João Becker, Gravataí
l Série que estuda: 4ª série, numa escola municipal
História pregressa e atual do aluno:
l A gestação da mãe foi normal, mas trabalhou durante toda a gravidez de pé. O parto foi normal, mas difícil, nasceu e foi para a incubadora com hiperglicemia.
l O aluno começou a andar com 1 ano e 7 meses e começou a falar com 3 anos;
l A mãe define o aluno como uma criança muita agitada, ansiosa e menti muito. Para dormir é muito inquieto e tem um bom relacionamento com o pai;
l O aluno gosta de andar de bicicleta, escutar música, adora montar e desmontar coisas como: rádio, som , fita, bicicleta, etc;
l O mesmo tem muito medo do escuro e não gosta da noite;
l Segundo a mãe ele é ingênuo. E muitas vezes faz perguntas de uma criança de 2 ou 3 anos; l Na sala de aula o aluno parece ignorar o que é proposto, ficando alheio a tudo e a todos e gosta de ficar com o lápis entre os dedos ou roendo as unhas;
l O aluno permaneceu por três anos na 1ª série, e desde então, o mesmo repete cada ano uma série.
l Tem dificuldades de se relacionar com os colegas, preferindo ficar sozinho durante o recreio;
l Apresenta facilidade na leitura e na escrita de palavras (soltas) mesmo as com dificuldades; l Tem dificuldades na estruturação de frases e na montagem de textos. Não realiza as atividades que ficam para casa;
l Nas atividades do Laboratório de Aprendizagem, o aluno é bastante disperso com grandes dificuldades de concentração, resultando em sérios problemas de compreensão;
Trabalho prático em sala de aula:
O aluno está sendo atendido pelo PDA onde é feito na sala de aula com atividades diferenciadas e uma atenção maior, e também pelo LA (laboratório de aprendizagem) onde o mesmo tem um reforço das atividades.
Dislexia
Dislexia é uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura. A Dislexia não é causada por uma baixa de inteligência. Na verdade, há uma lacuna inesperada entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar. O problema não é comportamental, psicológico, de motivação ou social.
O Que Fazer?
Mediante uma dificuldade específica de leitura e escrita, deve-se procurar profissionais especializados na área, para que sejam realizadas avaliações pertinentes a um caso de dislexia. Na busca de um diagnóstico preciso e do planejamento para uma intervenção e remediação, um completo diagnóstico diferencial deve ser administrado, considerando a totalidade da síndrome da dislexia. É necessário verificar se é uma dislexia propriamente dita, ou se é um atraso no desenvolvimento da leitura decorrente de fatores adversos como uma deficiência sensorial ou atraso cognitivo.
Síndrome Genética
Conceito: Síndromes genéticas são distúrbios determinados geneticamente ou condicionados por fatores ambientais, herança genética (familiares) ou erro durante a divisão celular quando o feto ainda está em formação, dando origem à graves manifestações clínicas tais como mal formações congênitas, retardo mental e do desenvolvimento motor.
Fonte: http://www.coladaweb.com/doencas/sindromes.htm
Conclusão:
O aluno ainda não apresenta um diagnóstico definido, pois todo o seu histórico evidencia apenas investigações, pois atualmente a família não consegue o atendimento contínuo por motivos particulares e financeiros. Através de alguns especialistas está sendo investigada a possibilidade do aluno ser disléxico e / ou síndrome genética.
Parecer Descritivo
Escola Municipal de Ensino Fundamental Ivete Serafini
Semestre: 2º semestre / 2008
Aluno : C.G.R
O aluno C. normalmente parece estar distante de tudo, sendo muito dificil ter sua atenção nas atividades teóricas, parece ignorar o que proposto, ficando alheio a tudo e a todos com o lápis entre os dedos ou roendo as unhas. Mesmo conhecendo seus colegaS há muito tempo apresenta dificuldade de entrosamento preferindo ficar sozinho durante o recreio e cuidando do som, mas se outra criança toma a frente, ele se retrai. Demonstra interesse em alguns momentos, especialmente em atividades práticas: "como funciona?" calculadora, relógio,... Apresenta facilidade na leitura e na escrita de palavras soltas mesmo com as dificuldades. Acompanha a copia do quadro, mas não tem autonomia nem entendimento na resolução de tarefas, demonstrando problemas na compreensão. Tem dificuldades na estruturação de frases e na montagem de textos. Não realiza as atividades que ficam para casa. No Laboratório de Aprendizagem o aluno C. não é muito diferente da sala de aula. Ele não é atendido individualmente e sim no grupo. É bastante disperso, não tem prontidão para iniciar as tarefas, necessita constantemente da interverção da professora. Apresenta boa leitura e copia com letra legível mas com grande dificuldades de concentração, que resulta em problemas de compreensão. Observa-se que quando pode ele copia dos colegas. Diante destas atitudes do aluno, fica difícil saber com mais detalhes como é realmente seu rendimento.
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Comments (5)
fernanda.pead@... said
at 4:26 pm on Apr 20, 2009
Olá Fárida! O relato de sua vivência está bastante envolvente e denota a seriedade e profundidade com que tens tratado a inclusão, com um olhar acurado sobre o contexto: o aluno especial, sua família, colegas e professora. Falas também de quão desafiante tem sido a experiência de ter em sala de aula um aluno especial e destacas a importância da formação profissional. Explicitas também reflexões relacionando-as com algumas leituras. Para a continuidade do dossiê, poderias apresentar dados de uma escola específica (há outros alunos da educação especial? como a escola tem se preparado para trabalhar na perspectiva da educação escolar inclusiva?) e comentar integrando a realidade descrita com as leituras realizadas. Por fim, sugiro que acrescente as referências no final, que linke esse novo pbwiki no sidebar de seu pbwiki pessoal e que deixe claro ao leitor por que estás colocando os slides sobre dislexia. Abraços e bom trabalho! Fernanda.
fernanda.pead@... said
at 11:22 pm on May 13, 2009
Oi Fárida! A breve introdução no início da unidade 3 contextualiza o leitor. Ficou muito bom! Sugiro que tenhas a mesma preocupação após a apresentação dos serviços de atendimento, escrevendo um comentário sobre tais serviços. Seria interessante também identificar nestes serviços quais são públicos e quais são privados. O link para os slides sobre dislexia, presente no fim da atividade 1, pode ser agora redirecionado para a atividade 3, do estudo de caso. Logo comentarei seu estudo de caso!
Um abraço,
Fernanda
fernanda.pead@... said
at 7:53 pm on May 14, 2009
Boa noite, Fárida!
Sobre o estudo de caso, relatas a história de um menino multirepetente com um diagnóstico não definido. Para que fique claro desde o início da apresentação de que se trata o seu estudo de caso, poderias relatar, após os dados de identificação, que é um aluno multirepetente e que vais considerar uma hipótese diagnóstica apresentada por especialista. Senti a necessidade de identificares o significado de PDA no texto. Quanto aos dados da história, ocorreram-me alguns questionamentos que podem lhe auxiliar no aprofundamento do estudo de caso, como: quando o professor se aproxima, como o aluno reage? Começa a se concentrar na atividade? Demonstra interesse? Com o auxílio do professor, ele realiza as atividades em sala de aula? Como é sua organização em sala de aula e na realização de tarefas de casa? Será que ele realmente prefere ficar sozinho ou o grupo o exclui? E por fim, quando mencionas que ele “tem dificuldades de se relacionar com os colegas”, seria importante especificar como ele se comporta na relação com os outros e como os outros reagem frente suas atitudes. Em relação à dislexia, é importante que procures informações sobre a dislexia ser, ou não, uma deficiência.
Abraços,
Fernanda
fernanda.pead@... said
at 5:40 pm on Jun 5, 2009
Oi Fárida!
Encontrei dificuldades para abrir o Estudo de caso. Sugiro que o apresente na forma de texto na página do dossiê, ao invés de uma apresentação em powerpoint.
Abraço,
Fernanda
fernanda.pead@... said
at 8:57 pm on Jul 12, 2009
Olá Fárida!
Percebi que você reformulou a apresentação de seu dossiê, inserindo o estudo de caso nesta página inicial. Os dados também estão mais explícitos, especialmente, sobre a hipótese diagnóstica. Entretanto, você poderia ter explorado mais as informações sobre o comportamento na escola, a avaliação, assim como concluir seu estudo de caso, sinalizando suas reflexões sobre esta atividade e os conteúdos debatidos.
Abraços,
Fernanda
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