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Page history last edited by Cátia Titoni 14 years, 11 months ago

 

INCLUSÃO   ESCOLAR

 

 

"Inclusão supõe igualdade enquanto união em torno de objetivos comuns,

 

mas na diversidade: somos diferentes, mas estamos juntos."

                                                                                          

                                                                                        Maria Angélica

 

                 Projeto:" Mesmo diferentes, somos todos iguais".

   No ano de 2007 foi realizado com meus alunos de 4ª série um projeto muito especial sobre inclusão.Este projeto foi administrado por um pessoa portadora de deficiência física, uma tetraplégica, onde a mesma sofreu um acidente  com sua família em 2000 e só ela foi sobrevivente. Essa moça desenvolveu este projeto, pois era um trabalho de faculdade, no qual está cursando para ser assistente social. A mesma nos relatou que não foi nada fácil conviver com essa deficiência, mas que com o passar do tempo, tudo foi melhorando, e que agora se sente uma pessoa com muita força e garra para vencer todas as barreiras.

   O projeto foi um sucesso, os alunos tiveram a experiência de  conviver com muitas pessoas especiais, no qual conscientizou os mesmos, da importância de respeitarmos  essas pessoas como cidadãos, que os mesmos tem direitos e deveres. O projeto foi longo, onde eles tinham encontros, uma vez por semana. Os alunos também vivenciaram as experiências de terem alguma deficiência física, tornando mais sensível, seus aprendizados. Também tomaram consciência que muitas vezes a sociedade não os respeita, pois não oferecem o mínimo de acesso aos mesmos aos lugares, como cadeirantes,deficientes visuais e auditivos. 

   Este projeto foi um apredizado não só para o momento, mas para a vida de cada um desses alunos, como também para mim. Viver o aprendizado, torna o mesmo muito mais significante , como também inesquecível.

 

 

 

    " Inclusão, só com aprendizagem. Não basta acolher os estudantes com deficiência. O mínimo que se espera é garantir que todos avancem".

       Autor Desconhecido

 

      Concordo com este autor, pois inclusão não é só trazer os alunos especiais para o espaço físico de uma escola regular. É preciso sim, que estes alunos consigam avançar em seus aprendizados, claro que dentro das limitações de cada um, tendo o professor o papel principal para mediar essas limitações, proporcionando o melhor a todos os alunos. O professor tem que ser sensível para sentir até que ponto pode ir, quais as metodologias, métodos a ser usados. Sabemos que não temos formação especial nenhuma para trabalharmos com alunos especiais, mas acredito que o mais importante de tudo é o amor, quando realizamos nosso trabalho com amor, só temos avanços e progressos.

 

 

 

                          UNIDADE 1; RETROSPECTIVA HISTÓRICA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL                 

                                                     VIVÊNCIAS

    Desde o ano de 2007 estou vivenciando uma inclusão na escola em que trabalho. Esta inclusão é de uma aluna com autismo. Esta menina veio da escola Cebolinha, sendo inclusa na nossa escola para uma 1ª série de 9 anos. No início todos os professores e direção ficamos um pouco apreensivos por não conhecer este tipo de deficiência, como também não ter nenhuma formação específica sobre a mesma. No primeiro momento foi conversado com a família, onde a mesma teve um papel muito importante durante todo este processo de inclusão, contribuindo muito para o sucesso e crescimento da aluna, depois comunicamos a professora que iria receber esta criança e a mesma com a maior força de vontade nos respondeu, que tinha muito amor para lhe dar e mesmo não sabendo a parte teórica deste tipo de deficiência iria fazer de tudo para que essa menina se sentisse feliz na escola. Mobilizamos toda a escola para receber esta criança, dando informações aos alunos sobre como deveriam agir em relação a esta inclusão. Tudo foi dando certo, a menina se adaptou muito bem a escola e ao final do ano foi aprovada para a 2ª série, sendo aprovada novamente. Este ano está na 3ª série, seu desempenho está indo muito bem, claro que ela tem um currículo diferenciado dentro de suas limitações, mas esta menina está desenvolvendo seus aprendizados, porque incluir não é apenas trazer o aluno para uma escola regular e sim proporcionar condições  para que ele consiga desenvolver seus aprendizados de forma satisfatória. 

       A inclusão é algo muito precioso temos que ter muita sensibilidade ao tratarmos deste assunto. 

       Quando recebemos esta inclusão na escola eu atuava num turno como vice-diretora e no outro turno professora de uma 4ª série, ano de 2007,no qual pude participar muito desta inclusão. No ano passado, 2008, professora de uma 4ª série e vice-diretora no outro turno e no ano decorrente estou dando aula para  turmas de 5ª e 6ª série e vice-diretora. Minha formação é o magistério e tenho os Estudos Adicionais.Já trabalho nesta escola desde quando me formei, fazem 18 anos. Adoro e tenho muito orgulho de trabalhar nesta escola.

 

 

 

UNIDADE 2: POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRAS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL E O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

 

                              Educação inclusiva na E.M.E.F. Antonio Ramos da Rocha

   A escola Antonio Ramos da Rocha é uma escola em que busca sempre vencer todos os desafios com sucessos. Estamos ainda  engatinhando no que diz respeito a inclusão escolar, pois muito temos que aprender, muitas dificuldades iremos enfrentar, mas também muitas vitórias e alegrias conquistaremos. Sabemos que a inclusão escolar na verdade sempre tivemos, são muitos os alunos que mesmo sem laudos médicos sabemos que apresentam alguma deficiência, em que mesmo não sendo dita como inclusão, não deixa de ser um aluno com necessidades especiais. As leis existem onde amparam os alunos especiais, mas sabemos que nem sempre temos os recursos necessários. Hoje a grande maioria das escolas públicas possuem alunos especiais e a cada dia que passa nós educadores lutamos para que essas crianças tenham tudo de melhor, todos os recursos que lhes são de direitos.

   Na escola em que trabalho,E.M.E.F. Antonio Ramos da Rocha, que é uma escola de ensino fundamental de 1ª à 7 ª série do ensino fundamental de 9 anos. A escola possui 302 alunos, 14 turmas, 25 professores e 5 funcionários.A escola já existe há 18 anos. Temos um número significativo de alunos com necessidades educacionais especiais. Nas 1ª séries, um menino com deficiência intelectual, nas 2ª séries, um menino com deficiência intelectual e dois meninos com condutas típicas, nas 3 ª séries, duas meninas com deficiência intelectual, uma menina com autismo,  uma menina e um menino  com  hiperativismo e dois  meninos com surdez moderada, nas 4ª séries, um menino e duas meninas com deficiência intelectual, cinco meninos e três meninas com hiperatividade, dois meninos com condutas típicas e nas 5ª séries três meninos com condutas típicas e dois meninos com hiperatividade. OS alunos apresentados com necessidades educativas especiais, alguns possuem laudos médicos e outros não. Os atendimentos que esses alunos possuem são: as orientadoras educacionais de nossa escola, posto de saúde, escola Cebolinha, neurologistas, psicólogos, fonodiólogos, etc.Estes atendimentos são muito precários, pois a maior dificuldade que temos é a pouca quantidade de profissionais para uma grande demanda de alunos. Aquela família que tem um convênio médico, tudo se torna mais tranquilo.Estamos na luta para que tudo issso melhore, a educação também depende da saúde, precisam andar juntas. 

   A cada ano que iniciamos são muitos os desafios que temos a vencer, mas acredito que nós professores estamos sempre em busca de uma educação de qualidade.

   Este ano iniciamos sem o laboratório de aprendizagem, mas não por culpa de nós professores ou gestores, mas por motivos burocráticos. Também a nossa maior vontade é que todos os alunos pudessem ser  atendidos quando necessitassem dos profissionais como: psicopedagogos, fonodiólogos, psiquiatras, neurologistas, etc. Hoje os alunos são encaminhados pela escola e não conseguem muitas vezes serem atendidos, é muito demorado o processo e quase  sempre não conseguimos  detectar a deficiência da criança ou sua dificuldade. Sabermos que o maior prejudicado é o próprio aluno.

    A educação para ser de qualidade precisa ter o apoio de todos os órgãos, sempre auxiliando quando necessário.

   Vamos continuar na luta que chegaremos a vitória maior, que é o sucesso de nossos alunos.

 

 

 

Unidade 3 – Serviços de Atendimento Educacional Especializado

 

 

 

 

As pessoas com necessidades especiais eram excluídas da sociedade.  Viviam isoladas do convívio de outras pessoas. Passando algum tempo foram criadas as escolas especiais para alunos especiais. Hoje, os alunos especiais têm direito de estudar juntamente com demais alunos nas escolas regulares. Para isso, nosso município dá um suporte através dos serviços abaixo relacionados.

 

Material da SMED Gravataí – Atendimento a rede municipal

Público Alvo: Crianças e adolescentes

Especialidades atendidas: Neurologia, fonoaudióloga e oftalmologia.

 

a)      Neurologia - A escola deve entrar em contato com o serviço social e agendar atendimento informando dados sobre o educando e informar motivo do encaminhamento.

b)      Fonoaudióloga: A escola deve encaminhar o aluno para a triagem para o mesmo realizar uma avaliação.

c)      Oftalmologia: A escola deverá fazer um teste de acuidade visual e encaminhar a ficha de encaminhamento para o serviço social.

 

 

 CAEPSY – Centro de Atendimento e Estudos em Psicologia

Trabalha com atendimento psicológico de compreensão psicanalítica, oferecendo serviços de psicoterapia individual, grupal, para casal e família.

 

Psiquiatria – Trabalha com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais, sejam elas de cunho orgânico e funcional.

Psicopedagogia – Tem como foco o trabalho com as dificuldades de aprendizagem, atendimento a crianças e adolescentes.

Fonoaudiólogo – A terapia fonoaudiólogica trabalha as dificuldades no desenvolvimento da linguagem, de fala e da voz.

Inclusão de Pessoas com deficiência – O CAEPSY participa de todo o processo de inclusão, desenvolvendo um programa específico de preparação da equipe para receber e conviver com os novos colegas.

 

Conselho Tutelar de Gravataí

Público Alvo: Criança e adolescente em situação de risco vítima de violência, maus tratos e negligência.

 

CEDUGRA – Centro de Educação de Gravataí

Público Alvo: Criança e adolescente

Especialidades: Psicologia e Psicopedagogia

 

 

 Central de Especialidades

Público Alvo - Crianças, adolescentes e família.

Especialidades: Cardiologista, Neurologista, Ortopedista, Dermatologista, urologista, pneumologista infantil e eletro cardiograma.

 

 

CEACAF - Centro de Atenção a Criança, Adolescente e Família.

População Alvo: Crianças, adolescentes e família.

 Especialidades atendidas: Psicologia, psiquiatria, psicopedagogia, serviço social, neurologia, hebiatra e terapia de família.

 

CAIS MENTAL

Público Alvo: Adulto

Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.

 

 CEAC – Centro de Ações Coletivas

Tipos de projetos e programas oferecidos:

* Programa DST – AIDS

* Atendimento Infectológico

* Consultas, coletas de exames.

* Atendimento psicológico

* Atendimento social

 

 CAPS – A/D – Centro de Atendimento Psicossocial em álcool e drogas.

Público Alvo – Adulto

Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.

 

 

Centro de Saúde dos Trabalhadores

Grupo Operacional – Atendimento dentro da área operacional e auxílio as unidades básicas das especialidades de traumatologia, otorrinolaringologia e fonoaudiólogo.

 

 

 

 

 

                             Estudo de caso

 

 

     O estudo de caso que realizei é de uma menina inclusa na escola em que trabalho E.M.E.F.da rede municipal de Gravataí.     

      Resolvi fazer este estudo de caso com esta aluna, pois me interesso muito em saber mais sobre esta deficiência, autismo.

     Quando temos um aluno incluso em nossa escola, não é só o professor titular que tem que conhecer sobre a deficiência, mas sim todos nós da comunidade escolar vamos conviver com esta criança, sendo assim muito importante nos aprofundarmos no assunto para melhor desenvolvimento dessa criança no ambiente escolar.

      Quando a S. D. nasceu seu nascimento foi de parto normal. Nasceu na cidade de Gravataí. A mãe realizou o pré-natal e a gravidez foi muito tranqüila. Até o primeiro ano de vida seus pais não observaram nada de anormal em sua filha. Caminhou na idade normal e era uma criança muito agitada que quase não conseguia parar. Os médicos diziam que era muito inteligente e absolutamente normal. Sua mãe começou a observar que ela repetia tudo aquilo que as pessoas diziam e não se sentia muito bem com a presença de outras pessoas, gostava muito de objetos e permanecia horas e horas brincando com o mesmo. Aos quatro anos de idade foi diagnosticado o autismo, mas possue outras anomalias. Hoje está com 12 anos de idade e freqüenta uma turma de 3º ano do ensino fundamental de 9 anos.

      Esta aluna está conosco desde 2007 e a família foi e é muito importante para que realmente a inclusão aconteça. Os pais da menina são pessoas muito esclarecidas tanto sobre a deficiência, quanto sobre seus direitos frente à educação. A mãe contribuiu muito para que a filha conseguisse se adaptar bem na escola, nos passou muitas informações sobre a mesma, de como agir, como reagir, etc.

      Esta aluna freqüentava a E.M.E.F.E.E. Cebolinha. Continua a ter assistência por esta escola como também dispõe de outros acompanhamentos médicos. Na escola Cebolinha tem o acompanhamento de uma psicopedagoga, como também do CECAF. A mãe a leva em todos os especialistas, como neurologista, ginecologista etc. A família também dispõe de um ótimo plano de saúde. O medicamento que ela toma é Respiridona (anti-psicótico). Na escola dispõe do apoio da orientadora educacional.

      A menina está progredindo a cada dia que passa. No início tinha comportamentos bem variáveis, hoje já consegui se relacionar bem com todos os membros da comunidade escolar. Quando esta menina chegou a nossa escola, toda a escola se mobilizou para recebê-la. No início apresentava algumas mudanças de comportamento bem variadas, muito agitada, quase não conseguia parar na sala de aula, sempre tinha que estar caminhando. Hoje está muito bem, alcançou muitos progressos, tanto no comportamento, quanto em suas aprendizagens. A aluna tem um horário reduzido de aula, no qual seu currículo é diferenciado dos demais colegas. Respeitamos sempre seus limites, sabemos o quanto ela consegue ficar na escola, não a forçamos a nada, mas a impomos algumas regras que ela pode cumprir. Todas as atividades que realiza são acompanhadas de uma monitora dentro de sua própria sala de aula. A monitora é sempre a mesma para que a aluna consiga adquirir vínculos com esta pessoa e progredir cada vez mais. As atividades realizadas por ela são bem variadas e planejadas conforme seus potenciais. A menina já está alfabetizada, lê e escreve palavras de sílabas simples, identifica algumas dificuldades ortográficas, consegue elaborar frases simples, porém ainda precisa de interferência da prô, os numerais reconhece até o dezenove, mas nem sempre relaciona a quantidade. Tem boa memória, guarda informações e as repete quando solicitada. Participa das aulas, falando sobre o assunto, demonstra-se mais tranqüila nas aulas, participa do recreio com os colegas, das aulas de educação física e hora do conto. O diagnóstico desta criança foi realizado por vários médicos, onde a mãe nos relatou que quando ela percebeu algo diferente em sua filha, seu comportamento, ela procurou ajuda médica e começaram as investigações até que chegaram ao diagnóstico de autismo e deficiência mental.

       A cada dia que passa obtemos muitos progressos com nossa aluna de inclusão.

 

 

 

 

Como reconhecer uma criança com necessidades educacionais por apresentar autismo:

 

 

1)      Ausência de linguagem verbal, ou linguagem verbal pobre;

2)      Ecolalia imediata (repetição do que as pessoas acabaram de falar);

3)      Hiperatividade:

4)      Contato visual deficiente, ou seja, a criança raramente olha nos olhos do professor, dos pais ou de outras crianças;

5)      Comunicação receptiva deficiente, ou seja, a criança apresenta grandes dificuldades em compreender o que lhe é dito, não obedece à ordem nem mesmo simples e muitas vezes não atende quando chamada pelo nome;

6)      Problemas de atenção e concentração;

7)      Ausência de interação social, a criança não brinca com outras crianças, não procura consolo quando se machuca e parece ignorar os outros;

8)      Mudanças de humor sem causa aparente;

9)      Usa adultos como ferramentas, como levar um adulto pela mão e colocar a mão do adulto na maçaneta da porta para que a abra;

10)   Ausência de interesse por materiais ou atividade da sala de aula;

11)  Interesse obsessivo por um determinado objeto ou tipo de objetos;

12)   Eventualmente uma criança com autismo pode aprender a ler sozinha antes dos quatro anos sem que ninguém tenha percebido como isso ocorreu.

 

        É improvável que todas estas características apareçam ao mesmo tempo.

        O que é fundamental que seja compreendido é que não estamos falando a respeito de um quadro muito bem definido e que, uma vez localizado em uma criança, teremos como conseqüência imediata um prognóstico.

      

        OBS: Essas fontes de informação consegui na escola  com a orientadora educacional.

 

                                                  Unidade 5- Autismo 

 

                                Autismo: Atuais interpretações para antigas observações 

                                                                        Cleonice Bosa

 

  Conforme o texto que li da autora Cleonice Bosa, pude compreender um pouco mais sobre a síndrome de autismo. Como estou fazendo o estudo de caso de uma aluna da escola que trabalho com autismo, isto contribuiu ainda mais para meus conhecimentos e para comprender  muitas vezes as atitudes e comportamentos que esta criança tem.

  No início os especialistas acreditavam que as crianças com autismo fossem incapazes de falar, de sorrir ou mostrar carinho pelos outros, hoje sabemos que não é bem assim , mas as mesmas tem um pouco de dificuldade quanto a isso. A aluna de que estou realizando o estudo de caso, fala muito bem, embora sempre frases bem curtas, possue um vocabulário muito rico, que acredito ser influência familiar, no qual a família é bem instruída e com um bom poder aquisitivo, onde seus pais são pessoas bem cultas e esclarecidas.

   Sua mãe nos relatou que a menina demorou um pouco a falar e o que falava era repetir o que as outras pessoas falavam. Apresenta um pouco de dificuldade de relacionamento com as outras pessoas desde pequena, sua mãe percebia que quando chegava visita em sua casa, a menina ficava muita agitada e impaciente, o que ela realmente gostava era ficar horas e horas manuseando um determinado objeto. Acontecia um isolamento social, onde nunca eram convidados para aniversários, casamentos, etc, pois os parentes achavam que a menina iria fazer algum fiasco, como por exemplo, gritar, correr, enfim algo que poderia transtornar a festa. A mãe nos relatou este fato com muita tristeza e no mesmo ano em que essa criança chegou em nossa escola, a diretora convidou a mãe e a menina para a festa de aniversário de seus filhos, elas foram, a menina e a mãe se divertiram muito, ocorreu tudo muito bem.

    Hoje essa criança está muito tranquila na escola, participa do recreio com seus colegas, brinca com todos, claro que apresenta algumas limitações.Seu desenvolvimento cognitivo está avançando, a cada dia apresenta mais

avanços. Como li no texto suas características é ter dificuldades motoras, a menina escreve com letras bem grandes, não respeitando as linhas do caderno, pinta sem noção de espaço e todas as atividades que realiza é de forma muito rápida, não apresenta calma e sim sempre muito agitada.Outra característica que apresenta é não dizer eu e sim ela se chama pelo nome dela, ou seja, usa ela como a terceira pessoa. A rotina é essencial no seu dia-a-dia, no qual a professora procura sempre seguir uma mesma rotina com a mesma, sendo quase sempre as mesmas pessoas que ficam com ela, o monitor e a professora titular da turma.

 

 

                                UNIDADE 6- DEFICIÊNCIA MENTAL

 

    Continuando meu estudo de caso sobre a aluna com autismo.

.   Relacionamento com professores, funcionários e outros: Melhorou muito seu relacionamento com as pessoas desde que iniciou a sua inclusão na escola normal. Este ano ela teve várias mudanças de monitorias, mas mesmo assim não apresentou problemas de relacionamento. Está demonstrando carinho pela professora, já consegui olhar em seus olhos e até lhe dar tchau quando vai embora. 

     Sua mãe também nos relatou que por não conviver mais com crianças com autismo já perdeu algumas das características dos autistas.

      Essa criança além de ter autismo também apresenta deficiência mental. 

      Quanto a sua aprendizagem, gosta de jogar o jogo da memória do masculino e feminino, sendo que desde que a professora passou este conteúdo ela assimilou com tranquilidade e todos os dias pede para jogar o mesmo. Gosta de ler livrinhos de histórias infantis, mas na verdade só lê o título dos mesmos e observa as gravuras.  Já diminuiu mais sua letra, todos os dias realiza atividades de leitura, ditados, mas não gosta da matemática.

     Não realiza atividades de avaliação específicas, é avaliada em seu dia-a-dia.Frequenta o laboratório de aprendizagem, não no turno inverso e sim no mesmo turno que estuda, pois ela não consegui vir os dois turnos, fica inviável. Tem temas todos os dias e sua mãe retoma tudo que é trabalhado em aula, auxilia muito em sua aprendizagem. A professora diz a mãe as suas dificuldades e a mesma trabalha em parceria com a escola. Está cada vez avançando mais, hoje já consegui até a ajudar sua mãe nos deveres de casa.

 

 

                               UNIDADE 7- EDUCAÇÃO  INCLUSIVA

 

                                                    Educação Inclusiva

 

   A educação inclusiva é uma das maiores conquistas que nossa educação obteve. Há alguns anos atrás todo e qualquer aluno com necessidades educacionais especiais não tinham a oportunidade de conviver com muitas crianças, pois o mesmo só frequentava a escola especial, onde muitos até mesmo não tinham acesso a mesma.

   Hoje as políticas públicas estão dando mais atenção a essa educação inclusiva, no qual as crianças são vistas com muitos direitos. Todo ser humano tem direito à educação, esta educação que seja de qualidade.

   Em tudo que li e em tudo que acredito fica evidente que a criança especiai precisa conviver com crianças que não possuem necessidades educacionais especiais para o seu crescimento e desenvolvimento cognitivo e pessoal.

  A criança precisa conviver com outras pessoas, principalmente crianças para se desenvolver melhor.

  Atualmente à inclusão é algo muito discutido, onde apenas estamos engatinhando, mas temos a convicção que cada vez mais teremos recursos, formação para melhor atendermos estes alunos inclusos.

 

   " A inclusão escolar poderá ser realizada com responsabilidade e competência quando existir um preparo no contexto escolar."

                                     Marília Boaron 

 

 

   " Inclusão supõe igualdade enquanto união em torno de objetivos comuns, mas na diversidade: somos diferentes, mas estamos juntos."

                                     Maria Angélica

 

     

 

Comments (9)

Marinez de Andrade Pinto said

at 10:15 pm on Apr 5, 2009

Oi,Catia

Janaína Siviero Ribeiro said

at 6:03 pm on May 3, 2009

Olá, Cátia!

Tu já estás com teu dossiê bem elaborado! PARABÉNS!
Na unidade 2 peço que tu detalhe mais as informações sobre a escola: número de alunos, de turmas, de professores e de funcionários.
Na unidade 3 os serviços estão bem especificados, fico no aguardo da parte B (ESTUDO DE CASO).

Abraço,

Janaína

Janaína Siviero Ribeiro said

at 10:52 pm on Jun 4, 2009

OLá, Cátia!

Teu dossiê está bem elaborado, é bem perceptível teu envolvimento com o caso!

Acredito que os textos da unidade 5 tenham te auxiliado na reflexão do teu estudo.

Gostaria de saber como e por qual profissional o diagnóstico de autismo foi feito aos 4 anos, tu tens acesso a essa informação?

Sugiro que cite a fonte dos itens que inseriste no teu texto (como reconhecer uma criança com autismo).

Daniela said

at 8:55 am on Jun 14, 2009

Cara Cátia,

Vou complementar os comentários da tutora Janaína. Farei isso por partes. Primeiro em relação as Unidades 1 e 2: na primeira parte deste dossiê você pode escrever um pouco mais sobre você, sua formação, tempo de atuação na escola, etc. Em relação ao uso do termo portadora de deficiência física: lembro que temos sistematicamente discutido esta questão terminológica e que a idéia de portabilidade da deficiência não procede quando tratamos, principalmente, de uma deficiência como a física, que é marcada visualmente. A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar define o modo com as pessoas com deficiência são chamados. Sugiro que você releia a parte inicial a fim de perceber pequenos problemas de concordância verbal e nominal que, de certa forma, atrapalham a leitura de seu dossiê. Em relação a algumas questões trazidas por você fiquei com as seguintes dúvidas: você diz que o professor faz a mediação das limitações do aluno, no deveria fazer a medição das possibilidades? Ao fazer essa inversão o foco está no potencial e não no déficit do aluno. Também relatas que os professores não tem formação e nenhuma capacitação para trabalhar com alunos com necessidades educacionais. Isto é fato, no entanto, desde o ano passado os cursos de licenciatura, como o PEAD tem interdisciplinas obrigatórias para a capacitação dos professores, habilitando-os a trabalhar, em escolas comuns, com alunos com necessidades educacionais especiais. Disciplinas e cursos com mais de 40 horas capacitação para este trabalho. Professores especializados são aqueles que tem o curso de Pedagogia Educação Especial ou cursos de especialização na área, logo, esta interdisciplina esta capacitando vocês para trabalhar com estes alunos com necessidades educacionais especiais. Mas receio que isto ainda não seja o suficiente.
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 8:56 am on Jun 14, 2009

(Continuando)

Entendo que o amor seja importante para trabalhar com qualquer aluno, mas não basta apenas isso. Outra questão: por que a escola optou por modificar o currículo da aluna com autismo e baseia o mesmo nas limitações da aluna? Não deveria ser o contrário? Por exemplo: pautar o currículo nas potencialidades da aluna e flexibilizar os critérios de avaliação através da aplicação das mesmas tarefas para toda a turma? Outra questão diz respeito a aluna desenvolver o aprendizado de forma satisfatória, o que isso significa? Satisfatória para quem? Qual a diferença de hiperativismo e hiperatividade? Tenho a impressão de que o termo correto é hiperatividade, mas posso estar enganada. Você pode esclarecer isso? Por fim, sua indicação de que escola recebe e acolhe no coletivo os alunos com necessidades educacionais especiais reflete que a escola esta preocupada com estas questões que não podem apenas constar das leis e têm que ser implementadas, ainda que neste primeiro momento seja feita de forma independente.
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 8:57 am on Jun 14, 2009

Cara Cátia,
Em relação a unidade 3 gostaria de pedir que você indicasse a fonte completa das referências das informações. Lembro que se for um site é preciso informar a data de acesso.
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 9:11 am on Jun 14, 2009

Bom dia Cátia,

Sobre a unidade 4: estudo de caso: Tenho algumas questões para provocar a reflexão: autismo é uma deficiência? O que diz Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva em relação aos sujeitos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento? Sugiro a retomada dos textos da Política e da Unidade sobre autismo para que você possa responder a essa questão. Você escolhe para seu estudo de caso S.D, que tem autismo e informa que no primeiro ano os pais não perceberam nada de 'anormal' com a criança. O que pode estar ainda implícito neste discurso que define uns como normais e outros como anormais? Você informa que a menina repete muitas frases e palavras dos outros, chamamos isto de dislalia e é comum em sujeitos com autismo. Mais adiante no texto você escreve que S.D tem autismo e outras anomalias. É isto mesmo o que você quer dizer? O que é anomalia? Na unidade 2 você escreve que as atividades da aluna eram diferenciadas das dos outros alunos mas que havia um tendência para s limitações da mesma. Questionei você no outro comentário sobre isso. Agora você escreve que as atividades são planejadas visando as potencialidades da aluna. O que mudou? Lembro que algumas expressões orais não devem ser reproduzidas no texto como: prô = professora. Para concluir esta parte lembro que é preciso colocar as referências completas de onde forma retiradas as informações.
Continue o bom trabalho. Você esta escrevendo um dossiê com muito potencial.
Abçs,
Daniela

Daniela said

at 9:18 am on Jun 14, 2009

Cátia,

Sobre a unidade 5: Lembro que a atividade desta unidade era a História de Vida do Aluno, avaliação inicial, diagnósticos, encaminhamentos, etc. Enetendo que você já vem fazendo isso, mas sinto que ainda fltam algumas informações que podem contribuir para o enriquecimento de seu caso e de seu trabalho. Sugiro rever as solicitações das atividades do estudo de caso para ver o que você ainda pode complementar. Nesta parte do dossiê você responde a um de minhas questões anteriores: autismo é uma deficiência? você escreve que segundo Cleonce Bosa é um síndrome. Acho que você pode desenvolver mais esta questão. Bom trabalho!
Abçs,
Daniela

Janaína Siviero Ribeiro said

at 10:55 pm on Jul 8, 2009

Olá, Cátia!

Reli teu estudo e percebi que não realizaste as modificações sugeridas pela professora Daniela. Estás com dificuldades para continuar teu estudo? Pedimos que entre em contato com urgência comigo e com a professora Daniela.

Abraço,

Janaína

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